terça-feira, 27 de junho de 2017

Suíça está regulamentando a terapia com células-tronco para doença de Crohn


A Agência Suíça de Produtos Terapêuticos, ou Swissmedic, está regulamentando a utilização de células-tronco para a doença de Crohn, após reconhecer que são necessários melhores tratamentos para esta debilitante. O Comitê de Medicamentos para Uso Humano da Agência Europeia de Medicina estão revisando a terapia celular para fístulas relacionadas a Crohn. A aprovação desta comissão irá levar à liberação do pelo comitê europeu.

A terapia com células-tronco para doença de Crohn já foi assunto do nosso blog algumas vezes (veja mais aqui). A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal que causa diarreia, cólica abdominal, febre frequente e, às vezes, sangramento retal.

As células-tronco revelaram-se um tratamento seguro e eficaz (já foram finalizados testes Clínicos fase 3) para fístulas em pacientes com Crohn.  A terapia é derivada de células-tronco mesenquimais retiradas da gordura de lipoaspiração (veja mais aqui).

Além das células-tronco mesenquimais poderem se transformar em outros tipos de tecido, incluindo osso, cartilagem e músculo, estas células tem características anti-inflamatórias e imunomoduladoras. Podendo modificar ou regular funções imunológicas. Sendo assim são perfeitas para terapias de doenças auto-imunes, como a doença de Crohn.


sábado, 17 de junho de 2017

Descoberta de causa da calvície pode levar a novo tratamento

Sempre falamos sobre calvície no nosso blog. Porque a queda de cabelos era associada a deficiência nas células-tronco. Mas recentemente cientistas norte-americanos parecem ter descoberto a causa até então desconhecida para a calvície e seus possíveis tratamentos. Ao investigarem o papel das células T reguladoras na saúde da pele, os cientistas notaram que as células participavam ativamente no processo de crescimento de cabelos.

Geralmente, as células T reguladoras (também chamadas de Tregs) são associadas ao controle de inflamações. Contudo, neste estudo, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, revelaram que as Tregs ativam células-tronco da pele para que ocorra o crescimento de cabelos. Antes, acreditava-se que as células-tronco faziam esse trabalho sozinhas.

Michael Rosenblum, autor principal da pesquisa, afirmou que isso significa que se as células T não estão ativadas ou têm algum defeito, elas podem influenciar na capacidade das células-tronco de regenerar os folículos capilares, levando à calvície.

Os cientistas, então, se aprofundaram no tema e realizaram exames de imagens. Esses revelaram que as células T estão conectadas às células-tronco nos folículos capilares que ajudam a regenerar os pelos. O número de Tregs triplica ao redor das células quando os folículos entram no ciclo de regeneração.

Para os pesquisadores norte-americanos, a falta de Tregs pode causar a alopecia, uma doença autoimune que faz com que o cabelo caia repentinamente em grandes quantidades. A alopecia é tão comum quanto a artrite reumatoide e mais comum do que a diabetes tipo 1.

Segundo o cientista, estudos feitos anteriormente mostram que os genes associados à alopecia estão quase todos relacionados a Tregs. Ele aponta que os tratamentos que estimularam as células T se mostraram eficazes contra a doença. Ele ainda especula que pesquisas mais avançadas sobre o assunto precisam ser feitas para que sejam criados melhores tratamentos para condições mais comuns, como a calvície masculina.

Além da relação entre a perda de cabelos e as Tregs, Rosenblum também quer explorar se essas células tem algum papel na cicatrização de feridas. Afinal, as células-tronco em folículos tem envolvimento na regeneração da pele após lesões. 

Mais uma vez é importante ter o olho na pesquisa para poder entender melhor a aplicação das células-tronco. E por isso nossa equipe está sempre atualizada nas novidades!! 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Tratamentos com células-tronco estarão prontos para substituir medicamentos em até 10 anos

Você sabe porque os serem humanos estão vivendo mais e com mais qualidade? Por causa dos avanços na ciência e na tecnologia. Estes avanços já levaram à cura de inúmeras doenças e à identificação de medicamentos para diversas outras. Entre as grandes descobertas estão as células-tronco. As pesquisas com células-tronco estão a todo vapor. E com isso, muitas doenças que hoje são tratadas com medicamentos, podem ser curadas nos próximos anos com a utilização de células-tronco.

A maioria dos casos, os cientistas estão desenvolvendo novos tratamentos com células-tronco visando renovar ou regenerar os tecidos. Mas estas células não tem somente poder regenerativo, elas podem liberar fatores que melhorem a condição do tecido doente.

Já sabemos que as células-tronco mesenquimais tem maior potencial e podem ser obtidas a partir do cordão umbilicaldente de leite e gordura, estas podem ser mantidas congeladas. Mas vale lembrar que quanto mais jovem as células-tronco, maior o potencial delas. Porque o potencial diminui à medida que uma pessoa envelhece. Por isso é importante guardar o quanto antes. A StemCorp é o único banco brasileiro de células-tronco especializado em mesenquimais.

Entre as muitas doenças foco, a maioria tem caráter degenerativo, como a insuficiência renal e o enfraquecimento dos músculos cardíaco por exemplo.  No futuro estas podem ser curadas através da injeção de células-tronco. Os tratamentos utilizando células-tronco já são realidade em muitos países, embora para algumas doenças eles ainda estão sendo desenvolvidos.

Embora atualmente os tratamentos com células-tronco ainda não estejam disseminados, os cientistas estão muito otimistas vendo o numero de testes clínicos em andamento e muitos já finalizados.

Para algumas doenças onde o tratamento é feito com medicamentos, somente sintomático. As células-tronco poderão regenerar o tecido danificado e levar à cura da doença. E por isso irá substituir o uso de medicamentos. Os tratamentos com células-tronco estarão pronto para substituir os medicamentos no prazo de 5 a 10 anos.


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Más notícias para terapias com células tronco embrionárias

As células-tronco podem ser classificadas de acordo com seu potencial de gerar outros tipos de células. As células-tronco embrionárias são aquelas retiradas do embrião e que tem o maior potencial de diferenciação, podendo se diferenciar em todos os tipos de células do corpo humano e os anexos embrionários. Visto todos os impasses éticos e a dificuldade de se obter células-tronco embrionárias, os cientistas procuraram maneiras de obter células-tronco com o mesmo potencial a partir de células adultas. E tiveram sucesso, foram criadas as iPS (induced pluripotent stem cells),  as células-tronco pluripotentes induzidas. Estas  são artificialmente derivadas de outro tipo de célula, tipicamente de uma célula adulta. E esta indução é causada pela indução da expressão de um grupo de genes.  

Muitos creditam que tanto as células iPS quanto as embrionárias podem revolucionar a medicina, uma vez que, tendo a capacidade de se diferenciar em qualquer tecido de um organismo adulto, podem, um dia, reconstituir tecidos lesionados, fazer novos órgãos e ainda auxiliar no desenvolvimento de drogas.

Ainda se comparadas com as células-tronco embrionárias (que tem a mesma potência) as iPSCs possuem uma vantagem, do ponto de vista terapêutico, elas não vão causar rejeição. Se necessária uma terapia, as células podem ser retiradas da pele de um individuo e ser programadas para virar iPS.  

Mas ter o potencial de uma célula-tronco embrionária não é totalmente positivo. Este potencial carrega uma alta taxa de multiplicação, ou seja, estas células se dividem muito e com rapidez. E o que se divide assim? Células tumorais, ou seja, de câncer! Por isso os cientistas vem utilizando estas células com muita cautela e alertando a comunidade para os riscos na sua utilização. Neste sentido este mês, um grupo de pesquisadores de Harvard publicou um estudo na Revista Nature que veio como um balde de água fria. A equipe descobriu algumas linhagens de células-tronco embrionárias humanas cultivadas em laboratório nos Estados Unidos têm células cujas mutações no DNA em genes que podem causar câncer. Pior: duas das linhagens já foram testadas em seres humanos. Felizmente nenhum desses pacientes ainda desenvolveu câncer, mas há um risco muito grande da pessoa desenvolver a doença. Mostrando que, diferentemente das células-tronco adultas, as embrionárias ainda estão longe de poderem ser aplicadas com segurança em seres humanos. 

Nosso grupo acredita no potencial das células-tronco adultas. E por isso mostramos que, além de poderem ser utilizadas para diversas doenças, elas não tem risco elevado de formar tumores. 

Neste sentido, estas células-tronco mesenquimais tem um potencial de uso enorme e mais seguro para curar lesões ou até regenerar tecidos ou órgãos. Estas células tem alto potencial de regenerar tecidos (olhem outros posts do nosso blog). Quanto mais jovens forem armazenadas maior seu potencial. 
E ainda mais, a equipe StemCorp foi a primeira a realizar estudos científicos no Brasil e possui toda expertise para obter estas células-tronco e entrega-las nas condições certas para aplicação. Sempre procure saber a qualidade da equipe que está cuidando das suas células e por consequência, da sua saúde ou de seu filho!!!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Cientistas transformam células-tronco em células pulmonares

Os pulmões humanos, como todos os órgãos, começam a sua existência como aglomerados de células-tronco indiferenciadas. Com o desenvolvimento elas se diferenciam formando as vias aéreas e os alvéolos, que basicamente são sacos delicados onde existe a troca de oxigênio por dióxido de carbono. Por fim, se transformam em pulmões.

Durante anos, os cientistas especialistas em doenças pulmonares, como a fibrose cística, tentaram rastrear o processo de formação do pulmão em detalhes. Neste sentido, os pesquisadores do Centro de Medicina Regenerativa da Universidade de Boston (CReM) anunciaram que conseguiram formar células pulmonares a partir de células-tronco. Recapitulando toda a diferenciação.

Os pesquisadores esperam que os resultados, publicados separadamente no Journal of Clinical Investigation e Cell Stem Cell, no futuro poderão tratar doenças pulmonares, tão frequentes na população.

A técnica consiste na formação de organoides, que são mini órgãos onde os pesquisadores podem estudar o pulmão. Estes organoides são ferramentas que servem os cientistas estudarem, em detalhes, o desenvolvimento do pulmão humano e testar drogas e novas terapias.

Por exemplo, para a doença fibrose cística que é uma doença causada por mutações em um único gene, o CFTR. A mutação faz com que os pulmões de uma pessoa produzam um muco grosso e viscoso que leva à infecção, à inflamação e, eventualmente, à falha dos pulmões. Para muitos pacientes não há cura. Os cientistas então criaram estes organoides de pacientes com fibrose cística para testarem diferentes medicamentos.

Com estes testes, eles descobriram que alguns pacientes respondem diferentemente aos diversos tipos de drogas. Sendo assim, com a criação deste organoides eles puderam testar qual a melhor droga para cada paciente.

Esta é a nova área da medicina personalizada. Onde os medicamentos para tratar a mesma doença poderão ser diferentes dependendo da pessoa e como é sua respostas aos medicamentos. Então, antes de serem prescritos, testes genéticos ou nestes organoides terão que ser realizados. Assim é importante estar atualizado nas novas tendências da medicina e claro, ter suas células tronco prontas em caso seja necessário um teste como este.


Com este trabalho o grupo mostra que é as células-tronco podem ser importantes para doenças pulmonares atuando de duas maneiras diferentes: a) para se tornarem novas células pulmonares substituindo as danificadas (Terapia Celular) e b) serem usadas para teste de medicamentos que serão eficazes para curar sua doença.