domingo, 28 de agosto de 2016

Células-tronco mesenquimais no tratamento de Doença de Crohn

Um artigo publicado em uma revista internacional mostra a eficiência, viabilidade e a segurança da terapia baseada em células-tronco tecido adiposo para fistulas perianais da Doença de Crohn. O estudo foi desenhado como um ensaio clínico randomizado para verificar a eficácia do uso de ASC no tratamento de fístulas perianais complexas. Foram realizados transplantes de células-tronco mesenquimais de tecido adiposo em 49 pacientes com fístulas perianais complexas. Foram avaliadas a cura da fístula e qualidade de vida dos pacientes depois oito semanas e um ano. Os resultados foram animadores: a cura foi observada em 71% pacientes que receberam células-tronco mesenquimais de tecido adiposo, enquanto somente 4% tiveram remissão da doença somente com cola cirúrgica (tratamento convencional). Nenhum paciente teve efeitos colaterais mostrando que a aplicação destas células é segura. Este estudo mostra mais uma vez que as células-tronco mesenquimais de tecido adiposo podem ser utilizadas em fistulas perianais de doença de Crohn com segurança e o tratamento é eficiente em seres humanos. Alguns países já liberam o uso de células tronco mesenquimais para doença de Crohn devido aos ótimos resultados, como este, em testes clínicos.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Células-tronco são uma das alternativas para tratamento de doenças renais e pulmonares


A glomeruloesclerose segmentar e focal (Gesf) é uma doença renal que dá poucas esperanças aos seus pacientes. O tratamento consiste basicamente de corticoides e imunossupressores, o que nem sempre tem boa uma resposta, já que parte dos doentes desenvolve resistência aos medicamentos e o quadro acaba evoluindo para insuficiência renal crônica. Com indicação para a hemodiálise, esses pacientes terminam engrossando as filas de transplante.

“Isso sobrecarrega e onera o sistema público de saúde. Logo, contar com uma alternativa que impeça essa evolução e permita que esses pacientes consigam viver como doentes crônicos e com melhor qualidade de vida já é um grande avanço”, fala o médico Marcelo Morales, Professor Associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que estendeu suas pesquisas sobre a utilização de de células-tronco no tratamento de doenças pulmonares, como a silicose e fibrose cística, para doenças renais, como a Gesf e a nefropatia diabética. Ele acredita que, também nestes casos, em que há lesão renal, as células-tronco sejam uma opção eficiente.

Na silicose pulmonar, provocada pela inalação de poeira de sílica, um processo inflamatório lento e contínuo que vai gradativamente transformando o tecido pulmonar em tecido cicatricial. Como todos sabem, as células-tronco têm poder anti-inflamatório e antifibrótico. Elas liberam moléculas, proteínas e fatores que modulam a resposta inflamatória.

“Na silicose, pudemos perceber que, em animais, o tratamento impede a evolução da doença e ainda que já era possível aplicá-lo com segurança em seres humanos”, disse o médico.

No caso das doenças renais, o pesquisador pôde observar que as células-tronco tem o mesmo papel que nos casos de silicose. O que é um passo para uma técnica que pode melhorar a condição do paciente e as filas de transplante. 

Segundo o pesquisador, mais testes devem ser feitos para que a terapia esteja disponível para o público. Mais testes dependem de financiamento, logística e interesse do poder público para que esses procedimentos. Entretanto os dados já mostram que a aplicação de células-tronco em caso de doenças pulmonares e renais é possível e pode se tornar rotina em um futuro próximo. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Células-tronco para queimaduras: The Skin Gun - National Geographic Channel





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The Skin Gun - Utilizar células-tronco para tratamento de queimaduras
National Geographic Channel
 Os cientistas descobriram, após alguns testes, que a utilização de células-tronco pode curar queimaduras graves. A novidade veio do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Pittsburgh (EUA). A técnica é chamada de "arma de células".
O método consiste em cultivar uma mistura que inclui células-tronco do próprio paciente para obter uma quantidade suficiente. Em seguida, utilizando uma "pistola" em forma de spray, o médico responsável aplica um spray do material diluído no local do ferimento. Na superfície, capilares artificiais recebem uma solução nutricional para acelerar a recuperação, que leva apenas alguns dias.
Depois de passar por vários testes durante os últimos três anos, a "arma" já começou a ser usatlizada em voluntários. Um policial norte-americano que teve parte do rosto e um dos braços queimados foi um dos candidatos mais bem-sucedidos. Em quatro dias de tratamento, a pele já estava "seca" e sem a necessidade de curativos, o que poderia demorar semanas sem o tratamento. A recuperação total incluindo o retorno à pigmentação normal da pele são processos que podem levar meses, mas que valem a espera.
Mais um motivo para armazenar suas células-tronco para uso futuro. No caso de queimaduras graves, dependendo da extensão do ferimento e condições do paciente, não é possível a retirada de células-tronco mesenquimais para fazer a aplicação. Por isso somente células-tronco já armazenadas anteriormente podem ser utilizadas.

sábado, 30 de julho de 2016

National Geographic Channel - Como construir/regenerar um coração

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How to build a Beating Heart - National Geographic Channel
A série do NatGeo acaba mostrando como construir/regenerar um coração danificado, envelhecido ou que possui partes doentes. Uma nova possibilidade de tratamento com células-tronco pode dar esperança a quem sofre de insuficiência cardíaca grave, quando, muitas vezes, nem o transplante de coração é uma saída. 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ex-campeão do UFC, Luke Rockhold faz tratamento com células-tronco



O americano Luke Rockhold torceu o ligamento colateral medial do joelho esquerdo poucos dias antes de fazer sua primeira e única defesa do cinturão dos pesos médios do UFC. Mesmo lesionado, Luke acabou lutando e foi nocauteado por Michael Bisping no primeiro round.

Luke ainda se recupera da entorse e, para evitar cirurgia optou por realizar tratamento com células-tronco. O atleta da American Kickboxing Academy compartilhou um vídeo do procedimento no Instagram.



O atleta espera retornar aos treinamentos entre 3 e 4 semanas. 


Confiram o vídeo postado: 





Ex-campeão do UFC, Luke Rockhold faz tratamento com células-tronco



O americano Luke Rockhold torceu o ligamento colateral medial do joelho esquerdo poucos dias antes de fazer sua primeira e única defesa do cinturão dos pesos médios do UFC. Mesmo lesionado, Luke acabou lutando e foi nocauteado por Michael Bisping no primeiro round.

Luke ainda se recupera da entorse e, para evitar cirurgia optou por realizar tratamento com células-tronco. O atleta da American Kickboxing Academy compartilhou um vídeo do procedimento no Instagram.



O atleta espera retornar aos treinamentos entre 3 e 4 semanas. 


Confiram o vídeo postado: 





quinta-feira, 21 de julho de 2016

Estudo com células-tronco reverte sintomas de Parkinson

O risco de formação de tumores sempre foi um dos principais problemas ao uso clínico de células-tronco embrionárias. Em um estudo publicado na revista Frontiers in Cellular Neuroscience, cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descrevem um novo método de cultivo capaz de inibir o desenvolvimento de tumores, depois que as células são injetadas no organismo.
Para isso, os cientistas utilizaram a mitomicina - droga antitumoral que já é usada há vários anos para o tratamento de tumores sólidos do pâncreas e do sistema gástrico. Os pesquisadores adicionaram essa substância ao meio de cultura das células-tronco embrionárias, imaginando que ela poderia inibir a tendência das CTEs de formar tumores. O resultado foi positivo, pelo menos nos camundongos.
O experimento foi feito usando um modelo animal de Parkinson que tiveram o cérebro lesionado de uma maneira específica para mimetizar os efeitos da doença no cérebro humano.
Nos camundongos com “Parkinson” que receberam injeções de CTEs com mitomicina recuperaram quase que completamente o controle dos movimentos que haviam perdido (foram “curados” do Parkinson, por assim dizer). Já os animais que receberam CTEs não tratadas com mitomicina, por sua vez, até melhoraram um pouco, no início, mas todos desenvolveram tumores no cérebro e acabaram morrendo algumas semanas depois. Enquanto que os camundongos que receberam uma injeção inócua, sem células-tronco, continuaram do mesmo jeito: não desenvolveram tumores, tampouco melhoraram da lesão.
Apesar dos resultados positivos, ainda é cedo para testar essas células em pacientes humanos. Uma das dúvidas em aberto é se as células-tronco ficam localizadas no local da lesão, onde são injetadas, ou migram para outras regiões do cérebro e do corpo.